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Sujeitos, Estado e Políticas Públicas, colóquio do TRANSES/UFSC

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O Colóquio “Sujeitos, Estado e Políticas Públicas”, organizado pelo Núcleo de Antropologia do Contemporâneo e pelo INCT Brasil Plural, dá continuidade ao Colóquio anterior, realizado em março de 2014 na UFSC. No Colóquio serão apresentados trabalhos de pesquisa, finalizados ou em andamento, que problematizam a articulação entre sujeitos-Estado-políticas públicas. O tema das políticas públicas e dos direitos ganhou um espaço importante na antropologia nos últimos anos, de algum modo refletindo uma conjuntura de crescimento e avanço dessas políticas nas últimas décadas.

A antropologia política do Brasil contemporâneo que buscamos desenvolver nos projetos realizados no Transes tem buscado descrever as interfaces entre os agenciamentos sociais e a ação do Estado, através das políticas públicas, dos serviços públicos e das instituições, principalmente as de acolhimento e/ou encarceramento. 

De modo geral, temos desenvolvido uma reflexão sobre as biopolíticas contemporâneas, o que inclui, além de questões de saúde e saúde mental (que temos trabalhado mais especificamente nos últimos anos), questões sobre direitos, cidadania, políticas voltadas a populações específicas e aos diferentes dispositivos sociais mobilizados no sentido da produção de corpos e sujeitos.

specificamente no projeto “Políticas públicas, experiências sociais e biolegitimidade: novos regimes biopolíticos, cuidados de si e outras políticas da vida”, buscamos compreender o processo de patologização, psiquiatrização e medicalização do sofrimento, da pobreza, da exploração e desigualdade de gênero e de outras experiências sociais na produção de políticas públicas e nas ações do Estado no campo dos direitos e da cidadania. Busca-se compreender o deslocamento provocado pela extensão dos domínios do patológico para o campo das políticas sociais e do reconhecimento, através do qual a legitimidade de certos direitos e reivindicações de grupos, populações, comunidades ou sujeitos sociais passa pelo crivo do reconhecimento de um transtorno, disfunção, doença. Ou seja, um processo em que a legitimidade dos direitos que sustentam certas políticas públicas passa a ser uma biolegitimidade.

No entanto, a conjuntura nacional que se abre após o golpe midiático-jurídico-parlamentar de 2016 coloca para a antropologia um novo desafio, ligado às resistências que começam a se estruturar contra o retrocesso nas políticas sociais distributivas e nos direitos.
Pensando nesse desafio, o Colóquio sugere que as pesquisas apresentadas incluam um momento de reflexão sobre que novos desafios são esses e o que pode a antropologia em uma conjuntura de retrocesso, perda de direitos, tentativas de veto a certos temas de ensino e pesquisa e falência da democracia. 

Para tal, o Colóquio prevê momentos diferenciados de debate: apresentação de trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação, a serem debatidos pelos convidados; e duas mesas redondas sobre Biopolíticas, medicalização da vida e resistências e Antropologia, Estado e políticas públicas

PROGRAMAÇÃO:

DIA 19/06/2017 – SEGUNDA

9h – Abertura do Colóquio

9h às 12h – Roda de Conversa ““Sujeitos, corporalidades e resistências e contextos biopolíticos” – relatos de campo
Debatedores: Marcos Aurélio da Silva (UFMT) e Ana Paula Muller de Andrade (UEPr-Irati)
Expositoras/es: Nadia Heusi (PD – PPGAS); Javier Páez (PPGAS/UFSC); Juliana Ben Brizola (PPGAS/UFSC); Jainara Oliveira (doutoranda/PPGAS); Bianca Ferreira Oliveira (doutoranda/PPGAS); Everson Fernandes (mestrando/PPGAS). Marcelo Balvoa (Graduação em Antropologia); Silvia Bittencourt (UNISUL); Marina Monteiro (doutoranda/PPGAS)

14h às 17 – Mesa-Redonda Biopolíticas, medicalização da vida e resistências
Coordenação: Sônia W. Maluf
Expositores: Rogério Azize (UERJ); Ana Paula Müller de Andrade (UEPr); Marcos Aurélio da Silva (UFMT); Mirella Alves de Britto (Estácio).

DIA 20/06/2017 – TERÇA

9:30h às 12h – Roda de Conversa “Pesquisando em serviços e instituições” – relatos de campo
Debatedora: Mirella Alves de Brito (Estácio de Sá/SC) e Luciane Ouriques
Expositores/as: Maria Fernanda Salvadori Pereira (doutoranda PPGAS/UFSC); Inaê Iabel Barbosa (Graduação em Ciências Sociais/UFSC); Camila Dias (Graduação em Antropologia/UFSC); Amanda Rodrigues (doutoranda/PPGAS); Julia Bercovich (Graduação em Antropologia); Gustavo K. Rosa (mestrando – PPGAS); Fernando Cielo (doutorando/PPGAS); Isadora Zuza da Fonseca (mestranda/PPGAS).

14h – 17h – Mesa Redonda: Antropologia, Estado e políticas públicas: o que pode a antropologia
Alberto Groisman (PPGAS/UFSC); Luciane Ouriques (PPGAS/UFSC); Sônia Weidner Maluf (PPGAS/UFSC)

Jornadas do NAPlus: os saberes das “drogas”

O Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus) realiza mais uma edição das Jornadas do NAPlus, com a mesa redonda “Os saberes das ‘drogas’: os limites da política proibicionista”, que acontece no dia 24 de maio, às 14h no auditório do Museu Rondon. A mesa reunirá pesquisadores que vão debater a questão do uso de entorpecentes e os limites das políticas nas áreas de segurança e saúde, pautadas pelo proibicionismo. A mesa faz parte da Semana de Luta Antimanicomial. As Jornadas do NAPlus, evento que, desde o ano passado, reúne pesquisadores, militantes, produtores culturais, cidadãos com diferentes trajetórias e experiências sobre temas delicados e importantes da contemporaneidade.

cartaz-jornadas-antimanicomial

Dissertação de mestrado que aborda o crack será defendida na próxima sexta

“Entre ruas, pedras e sujeitos: uma etnografia sobre o Crack por trajetos cuiabanos” é o título da dissertação de mestrado, que será defendida na manhã da próxima sexta-feira, pela acadêmica Susana Sandim Borges, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFMT. A pesquisa, realizada desde 2014, percorreu ruas de Cuiabá em que há consumo de crack, para escutar histórias dos usuários e confrontá-las com o olhar da população em geral e com as ações do Estado voltadas para estas pessoas. A autora também faz um levantamento sobre as políticas nas áreas da saúde e da segurança ligadas ao consumo de substâncias ilícitas e questiona o porquê da manutenção das mesmas, uma vez que se mostram ineficientes, equivocadas e, em muitos casos, moralistas. A defesa da dissertação começa às 9h, no auditório do Museu Rondon.

DEFESA PÚBLICA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Entre ruas, pedras e sujeitos: uma etnografia sobre o Crack por trajetos cuiabanos, de Susana Sandim Borges.

Quando: 16 de setembro de 2016, 9h.

Onde: Auditório do Museu Rondon

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Marcos Aurélio da Silva/UFMT (orientador)

Prof. Dra. Sônia Weidner Maluf/UFSC (membro externo)

Prof. Dr. Moisés Alessandro de Souza Lopes/UFMT (membro interno)

Prof. Dr. Marcio Alessandro Neman do Nascimento/UFMT (suplente)