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Simpósio temático “Gênero e Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas”

CHAMADA DE TRABALHOS PARA O 3º DESFAZENDO GÊNERO

O 3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero recebe até 7 de maio de 2017 propostas de comunicações a serem apresentadas nos simpósios temáticos. O evento acontece em Campina Grande, Paraíba, entre 10 a 13 de outubro de 2017. No mesmo período, também podem ser enviadas propostas de pôsteres para serem expostos no evento, considerando o seguinte cronograma:

Prazo para envio de resumo simplificado: 31 de março a 07 de maio.
Divulgação de aceites: até 31 de maio.
Envio do Trabalho completo: 1 a 30 de junho.
Orientações para submissão de comunicações para os Simpósios Temáticos: http://desfazendogenero.com/#submetaproposta

DESFAZENDO

Gênero e Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas
Coordenadores: Marcos Aurélio da Silva (GRAPPA; PPGAS/UFMT); Paula Alves de Almeida (GRAPPA; ENCE/IBGE); Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (GRAPPA; PPGAS/UFS).
Email para propostas: st37@desfazendogenero.com
O simpósio pretende reunir pesquisadores e pesquisadoras que estudam as questões de gênero a partir de um olhar sobre o cinema, bem como aqueles que investigam a linguagem e a produção cinematográficas, a partir do campo das relações de gênero. Quais os lugares dos gêneros nos discursos cinematográficos? Como as sexualidades são apropriadas e negociadas nas produções cinematográficas? Se o cinema é um espaço de construção, crítica e reprodução, como o feminino e o masculino se posicionam e como são posicionados? Como são projetadas as sexualidades não hegemônicas em produções comerciais e independentes? Os estudos de cinema e a crítica feminista têm se colocado, desde os anos 70, diversas perguntas sobre o lugar da narrativa fílmica na constituição dos olhares sobre os gêneros e, mais recentemente, o discurso fílmico tem sido apropriado como forma de contestação e problematização dos discursos que buscam normatizar e domesticar as sexualidades. Este simpósio reunirá reflexões que tenham como eixo norteador as linguagens cinematográficas comerciais, independentes, alternativas, ficcionais e/ou documentais, como produtoras de significados que não apenas refletem as relações de gênero e sexualidade, mas que também constituem essas relações em processos contemporâneos de subjetivação. Se o cinema porta um discurso sobre as socialidades humanas, performando críticas, questionamentos, dúvidas e afirmando verdades, esse simpósio pretende reunir trabalhos que permitam entender o cinema como um espaço habitável por esses sujeitos que se constituem e são constituídos na linguagem cinematográfica. Também buscamos trabalhos que enfoquem produções audiovisuais, coletivos e/ou diretores, produtores e outros artistas que se utilizam da linguagem cinematográfica para desfazer ou desconstruir o gênero, oferecendo novos olhares para o cinema e para os sujeitos dessas produções. Quais são os desafios apresentados à teoria do cinema, aos estudos de gênero e sexualidade e às ciências humanas por novas cinematografias e pelos usos do cinema nas movimentações políticas e sociais?

SITE DO EVENTO

Gênero e cinema: entre narrativas, políticas e poéticas

As inscrições para comunicações no Fazendo Gênero 2017 foram prorrogadas até 13 de fevereiro de 2017. Abaixo simpósio coordenado pelo Grappa –Grupo de Análises de Políticas e Poéticas Audiovisuais.
http://www.fazendogenero.ufsc.br/wwc2017/

fg2017

ST045. Gênero e cinema: entre narrativas, políticas e poéticas
Coordenadoras/es: Debora Breder Barreto (Universidade Católica de Petrópolis), Marcos Aurélio da Silva (Universidade Federal de Mato Grosso)

Resumo: O simpósio, presente em duas edições anteriores do fazendo Gênero (2008 e 2013), pretende reunir pesquisadores e pesquisadoras que estudam as questões de gênero a partir de um olhar sobre o cinema, bem como aqueles que investigam a linguagem e a produção cinematográficas, a partir do campo das relações de gênero. Quais os lugares dos gêneros nos discursos cinematográficos? Como as sexualidades são apropriadas e negociadas nas produções cinematográficas? Se o cinema é um espaço de construção, crítica e reprodução, como o feminino e o masculino se posicionam e como são posicionados? Como são projetadas as sexualidades não hegemônicas em produções comerciais e independentes? Os estudos de cinema e a crítica feminista têm se colocado, desde os anos 70, diversas perguntas sobre o lugar da narrativa fílmica na constituição dos olhares sobre os gêneros e, mais recentemente, o discurso fílmico tem sido apropriado como forma de contestação e problematização dos discursos que buscam normatizar e domesticar as sexualidades. Este simpósio reunirá reflexões que tenham como eixo norteador as linguagens cinematográficas comerciais, independentes, alternativas, ficcionais e/ou documentais, como produtoras de significados que não apenas refletem as relações de gênero e sexualidade, mas que também constituem essas relações em processos contemporâneos de subjetivação. Se o cinema porta um discurso sobre as socialidades humanas, performando críticas, questionamentos, dúvidas e afirmando verdades, esse simpósio pretende reunir trabalhos que permitam entender o cinema como um espaço habitável por esses sujeitos que se constituem e são constituídos na linguagem cinematográfica. Também buscamos trabalhos que enfoquem produções audiovisuais, coletivos e/ou diretores, produtores e outros artistas que se utilizam da linguagem cinematográfica para desfazer ou desconstruir o gênero, oferecendo novos olhares para o cinema e para os sujeitos dessas produções. Quais são os desafios apresentados à teoria do cinema, aos estudos de gênero e sexualidade e às ciências humanas por novas cinematografias e pelos usos do cinema nas movimentações políticas e sociais?

O corpo no cinema, da tela à plateia: o caso dos festivais de filmes da diversidade sexual e de gênero

Artigo publicado na revista Ñanduty (UFGD), 4 (5), 2016

O artigo aborda algumas das relações entre corpo e cinema a partir da antropologia. Mais especificamente busca-se explorar as duas acepções da expressão “corpo no cinema” que pode abarcar desde como os corpos são construídos e representados nos filmesnanduty, quanto se referir – aproveitando a polifonia da palavra cinema que pode significar tanto a arte audiovisual quanto as salas de exibição – a como os corpos na plateia são afetados pelos filmes e suas representações. Produz-se assim uma antropologia do cinema preocupada com aspectos da multissensorialidade em que os sujeitos estão mergulhados em (e não sobre) ambientes dos quais as produções audiovisuais são parte importante. O campo etnográfico tem sido realizado nos últimos anos em festivais de cinema da diversidade sexual e de gênero, enfocando os filmes, os espectadores, as comunidades locais e transnacionais que tais filmes e festivais ensejam. O corpo, nestes contextos, pode ser tanto um território de produção de discursos, de adesão ou de contestação, na relação com os regimes de poder-saber do Estado-nação, da mídia e da ciência, mas sem dúvida um demarcador de identidades e de produção de sujeitos do contemporâneo, constituídos nas narrativas dos filmes e nos engajamentos das plateias que os colocam em rede.

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O cinema de mulheres em Mato Grosso é tema da próxima edição das Jornadas do NAPlus

A próxima edição das Jornadas do NAPlus (Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais/UFMT), no dia 13 de julho, tem como tema “Cinema e Gênero: perspectivas locais, questões globais” e vai contar com a exibição de dois filmes e suas respectivas diretoras que vão apresentar suas experiências sobre um cinema de mulheres no Mato Grosso. Serão exibidas as produções cuiabanas De volta pra casa (2015, 60’), de Danielle Bertolini, e Sob os pés (2015, 20’), de Juliana Segóvia e Neriely Dantas. O debate será mediado pelo professor Marcos Aurélio da Silva, um dos coordenadores do NAPlus. As projeções e os debates começam às 14h30, no Auditório do Museu Rondon da UFMT.

jornadas

 DE VOLTA PRA CASA (Cuiabá, 2015, 60′)documentário de Danielle Bertolini

Odevoltapracasa-danielle documentário aborda a violência doméstica por um prisma inusitado – os homens presos pela Lei Maria da Penha. Começou como um projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que visava diminuir a reincidência de prisões pela Lei Maria da Penha em Cuiabá. O resultado é um documentário que retrata a vontade, do único dos entrevistados, de retornar à família após sair da prisão. Foram três anos de trabalho que culminam agora com o lançamento do primeiro longa-metragem da jornalista e cineasta Danielle Bertolini.

Desde 2013, Danielle Bertolini vem acompanhando a situação de homens presos pela Lei Maria da Penha no Centro de Ressocialização Carumbé, em Cuiabá, através da documentação em vídeo, que inspiraram o filme. O documentário tem como mote a violência doméstica observada pelo prisma do homem encarcerado, que faz uma reflexão sobre o que o levou à prisão, além de depoimentos de agentes da Justiça, mulheres agredidas e ativistas. O título se refere ao caso do personagem José Aparecido, o único dos homens entrevistados que após sair da prisão irá tentar retomar sua família, seu lar – sua casa. O filme tem o patrocínio do Ministério da Educação, através do Programa de Extensão (Proext), do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, e da Universidade Federal de Mato Grosso, e é produzido pela Cumbaru Produções Artísticas.

A diretora Danielle Bertolini tem em seu currículo outros documentários – Águas Encantadas do Pantanal (2001), Festa de Família (2001), Sobre a Violência (2009), Encontro de Parentes (2012), além da direção do Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães – Tudo Sobre Mulheres.

SOB OS PÉS (Cuiabá, 2015, 20’), documentário de Neriely Dantas e Juliana Segóvia

sobospesO curta documentário Sob os Pés, dirigido por Juliana Segóvia e Neriely Dantas foi realizado no ano de 2015 e traz a narrativa de 11 skatistas que fazem das ruas e praças da cidade de Cuiabá espaços da prática de algo que vai muito além de uma simples atividade esportiva. O filme também aborda o nascimento do maior movimento de skate feminino do Brasil, em Cuiabá. Segundo as diretoras, “ser mulher no Brasil não é fácil, ainda mais quando assumimos posicionamentos que vão contra o fluxo dos padrões estabelecidos. A criação e desenvolvimento de grupos como o Divas Skateras nos inspira a noção de que enquanto mulheres e líderes temos muito pelo que reivindicar e conquistar”. O documentário foi desenvolvido em Cuiabá ao longo de três meses (somando o período de captação de imagens e pós produção), período em que as diretoras vivenciaram “experiências inesquecíveis com uma galera admirável, cordial, receptiva e organizada. O skate em Cuiabá é cada vez mais forte”.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE AS JORNADAS, CLIQUE AQUI.

Antropologia do Cinema no II EAVAAM

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Estão abertas as inscrições e o envio de resumos para o II Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica – EAVAAM, que vai acontecer de 25 a 27 de outubro de 2016, na Universidade Federal do Pará, em Belém. Até o dia 1º de agosto, podem ser enviadas propostas de trabalhos para apresentação em GTs.

GT3 – Antropologia do Cinema: entre narrativas, políticas e poéticas
Coordenadores:
Marcos Aurélio da Silva – UFMT (marcoaureliosc@hotmail.com)
Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia – UFSE (luizgustavopsc@gmail.com)

Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre Antropologia & Cinema. Em um mundo cada vez mais constituído por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propõe-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um cinema etnográfico ou de uma antropologia fílmica, mas também o desafio enfrentado pelos antropólogos de empreender uma Antropologia do Cinema. Trata-se de debater o Cinema como objeto antropológico, focando: 1) as articulações entre Cinema, narrativas, memória e subjetividade; 2) as representações e interpretações que as narrativas cinematográficas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação natureza/cultura, o estatuto do humano/não-humano, de corpo, gênero, sexualidade, identidade, etc; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam o campo cinematográfico. Em suma, objetiva debater as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao Cinema, do diálogo entre as narrativas cinematográficas e as narrativas antropológicas e das etnografias do/no cinema, no âmbito de estudos sobre a contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido, considerando as narrativas cinematográficas como uma forma expressiva significativa da nossa época, que revela, em imagens e sons, as utopias e distopias contemporâneas.

www.eavaam.com.br

Memória, narrativa e conflito na produção audiovisual

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Curso de extensão, entre os dias 17 e 19 de novembro de 2015, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFMT.

O curso de extensão de curta duração Memória, narrativa e conflito na produção audiovisual vai ser realizado entre os dias 17 e 19 de novembro de 2015, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFMT e será voltado aos alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso, e à comunidade em geral, interessados em aprofundar seus conhecimentos na produção audiovisual em contextos urbanos, religiosos e em conflito. O curso terá uma carga de 12 horas/aula e se distribuirá em diferentes atividades nestes três dias, com a presença da documentarista Vanessa Lehmkuhl Pedro, doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). O curso começa na noite de terça-feira, dia 17, e depois segue nas tardes de quarta e quinta-feira, 18 e 19, sempre coma exibição de filmes, debate e conteúdos de produção audiovisual.

O curso faz parte do projeto de extensão Laboratório de Antropologia e Produção Audiovisual, realizado junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFMT, que tem o objetivo de constituir dentro do Departamento de Antropologia, um espaço de produção e reflexão sobre o cinema e a fotografia. Vanessa Lehmkhul Pedro tem experiência na produção de documentários com correspondentes de guerra da imprensa mundial e também produções que versam sobre música e sobre religiões afro-brasileiras em contextos urbanos. Veja abaixo a programação

Inscrições para emissão de certificados podem ser feitas até o dia 16 de novembro pelo email: lapaufmt@gmail.com 

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