O corpo no cinema, da tela à plateia: o caso dos festivais de filmes da diversidade sexual e de gênero

Artigo publicado na revista Ñanduty (UFGD), 4 (5), 2016

O artigo aborda algumas das relações entre corpo e cinema a partir da antropologia. Mais especificamente busca-se explorar as duas acepções da expressão “corpo no cinema” que pode abarcar desde como os corpos são construídos e representados nos filmesnanduty, quanto se referir – aproveitando a polifonia da palavra cinema que pode significar tanto a arte audiovisual quanto as salas de exibição – a como os corpos na plateia são afetados pelos filmes e suas representações. Produz-se assim uma antropologia do cinema preocupada com aspectos da multissensorialidade em que os sujeitos estão mergulhados em (e não sobre) ambientes dos quais as produções audiovisuais são parte importante. O campo etnográfico tem sido realizado nos últimos anos em festivais de cinema da diversidade sexual e de gênero, enfocando os filmes, os espectadores, as comunidades locais e transnacionais que tais filmes e festivais ensejam. O corpo, nestes contextos, pode ser tanto um território de produção de discursos, de adesão ou de contestação, na relação com os regimes de poder-saber do Estado-nação, da mídia e da ciência, mas sem dúvida um demarcador de identidades e de produção de sujeitos do contemporâneo, constituídos nas narrativas dos filmes e nos engajamentos das plateias que os colocam em rede.

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