Numa tarde qualquer: uma antropologia da Parada da Diversidade em Cuiabá e da cultura LGBT no Brasil contemporâneo

Artigo publicado na revista Bagoas (UFRN), 10 (15), 2016

A partir da pesquisa etnográfica feita na Parada da Diversidade de Cuiabá, entre os anos de 2014 e 2016, através de entrevistas com os organizadores e observação participante, o artigo pretende uma reflexão antropológica sobre esse tipo de evento que acontece no ocidente desde 1970, como forma de comemoração da “batalha debagoas Stonewall”. No Brasil, as paradas começaram em meados dos anos de 1990, tornando-se a de São Paulo a maior do mundo, e colocam o país entre os que mais realizam esse evento, com mais de duas centenas. Outro ponto discutido é a suposta falta de consistência política das paradas, por conta de terem um lado festivo bastante destacado. Como veremos, tanto a teoria antropológica quanto a própria história e o formato das paradas, como corporalidades que se inscrevem no tecido urbano, negam que esses “carnavais fora de época”, como são acusadas, sejam menos políticos ou mesmo eficientes que outras formas convencionais de militância.

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