Mostra de Filmes Etnográficos do II Colóquio de Antropologia da UFMT

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Através de uma parceria com o Instituto Catitu – Aldeia em Cena, a Mostra de Filmes Etnográficos do II Colóquio de Antropologia da UFMT vai trazer um longa e oito curta-metragens produzidos pela entidade junto a grupos indígenas do Mato Grosso e da região amazônica. O instituto foi criado em 2009 contando com produtores, cineastas e pesquisadores com mais de 20 anos de projetos culturais e ambientais com essas comunidades. Trata-se de um trabalho que visa proporcionar aos povos indígenas, através do audiovisual novas possibilidades de se expressarem, transmitindo e compartilhando suas visões de mundo e seus conhecimentos. Essa formação audiovisual dirigida aos povos indígenas já tem como resultado cerca de 30 filmes que já circularam entre outras comunidades no Brasil e conquistaram prêmios.

Algumas dessas produções serão exibidas no II Colóquio de Antropologia da UFMT, evento realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia. A sócia-fundadora do Instituto Catitu, Cláudia Pereira Gonçalves, vai estar presente nas exibições e vai falar um pouco desse projeto. A produção audiovisual em comunidades indígenas no Brasil tem sido uma das principais armas dessas comunidades em suas lutas pela terra e por reconhecimento, com destaque para outras experiências também de sucesso como o Vídeo nas Aldeias.

A produção do Instituto Catitu – Aldeia em Cena pode ser conhecida através do site da entidade (http://institutocatitu.org.br/). Abaixo a programação dos dois dias de Mostra.

O II Coloquio de Antropologia da UFMT vai acontecer de 7 a 9 de outubro e também vai contar com palestras, mesas redondas e grupos de trabalhos, com o tema “Antropologia, Experiências Etnográficas e Saberes Plurais”. Conheça um pouco mais do evento em http://sistemas.ufmt.br/ufmt.evento/Site.aspx?eventoUID=167.

Quinta-feira, 8 de outubro, às 19h.

Local: Auditório da Faculdade de Economia

Pirinop – Meu primeiro contato

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Em 1964, os índios Ikpeng têm seu primeiro contato com o homem branco numa região próxima ao rio Xingu, no Mato Grosso. O filme relata este encontro, ou o que restou dele: as lembranças, o exílio, a terra abandonada, o desejo e a luta pelo retorno.
Direção: Mari Corrêa e Karané Ikpeng. Duração: 83 minutos.

Trailer Pirinop – Meu Primeiro Contato from Instituto Catitu on Vimeo.

Sexta-feira, 9 de outubro, às 18h.

Local: Auditório da Faculdade de Economia

 A História da Cutia e do Macaco

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O filme é baseado em uma história tradicional do povo kawaiweté. Este curta-metragem foi feito a partir do material capturado na segunda edição da Oficina de Formação Audiovisual das Mulheres Indígenas, realizada em junho de 2009, na aldeia Kwarujá, Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Direção: Wisio Kayabi. Duração: 12 minutos.

Dia de Pesca e de Pescador

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Venha ver a pescaria das crianças huni kuĩ.

Encontro das Mulheres Xinguanas

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Com o intuito de fortalecer o protagonismo das mulheres da Terra Indígena do Xingu, a Associação Yamurikumã realizou o Encontro das Mulheres Xinguanas em outubro de 2013, em Canarana, no Mato Grosso. O encontro reuniu 250 mulheres de 16 etnias que discutiram o papel que a Associação Yamurikumã deve exercer para que as mulheres xinguanas tenham mais força e participação política nas instâncias de decisão dentro e fora do Xingu.
O objetivo do vídeo é divulgar as ideias discutidas no Encontro e mobilizar parceiros para dar apoio às ações das mulheres xinguanas.
Através do apoio à organização das mulheres e da formação audiovisual, o Instituto Catitu busca a valorização dos saberes femininos e o fortalecimento de seu protagonismo.  Direção: Mari Corrêa

Formação Audiovisual de Mulheres Indígenas

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Instituto Catitu propõe dar voz e visibilidade às mulheres indígenas da Amazônia brasileira capacitando-as no uso de ferramentas e linguagens contemporâneas de produção cultural, como o vídeo e a fotografia, para a valorização dos saberes femininos e o fortalecimento de seu protagonismo. O projeto é uma iniciativa inédita no Brasil que atende a uma demanda das mulheres indígenas por um forma criativa de expressar suas ideias e saberes. Direção: Mari Corrêa e Raquel Diniz.  Duração: 17 minutos

Huni Kuĩ – Povo Verdadeiro

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Os Huni Kuĩ vivem em 12 terras indígenas no Acre. São também conhecidos pelo nome Kaxinawá.

Manual das Crianças Huni Kuĩ

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As crianças do povo Huni Kuĩ que vivem na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, no Acre, mostram como é a vida na aldeia: brincadeiras, pescaria, festa, histórias… Os nove pequenos vídeos fazem parte do projeto Tecendo Saberes com patrocínio do Programa Petrobras Cultural. Direção: Mari Corrêa

Notícias dos Brabos

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Alguns povos indígenas vivem voluntariamente isolados até os dias de hoje na fronteira entre o Brasil e o Peru, no Estado do Acre. São uma das últimas populações isoladas do planeta Terra. O avanço da exploração madeireira, da mineração, da prospecção de petróleo e gás, e a presença do narcotráfico estão obrigando estes povos a se deslocarem do Peru para o Brasil em busca de refúgio. A presença dos ‘brabos’, como são chamados na região, vem provocando conflitos com as populações indígenas que possuem seus territórios reconhecidos do lado brasileiro da fronteira e com as comunidades ribeirinhas vizinhas. Notícias dos Brabos é um projeto documentário do cineasta Nilson Tuwe, do povo Huni Kuĩ. Nilson vive na Terra Indígena do Rio Humaitá, onde há presença de um destes grupos de isolados. Empenhado na busca de soluções para protegê-los, sua abordagem sensível tem sido capaz de problematizar e transmitir a visão dos índios sobre os “parentes brabos”. O filme é uma realização do Instituto Catitu em parceria com a Comissão Pró-Índio do Acre e a Associação Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá. O projeto está em fase de captação de recursos para dar início à edição. Direção: Nilson Tuwe

 Delícia de Açaí

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As crianças huni kuĩ da Terra Indígena do rio Humaitá mostram como se prepara um delicioso açaí.

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