20/08 – Horizontes do filme etnográfico

Bateson e Mead (1952)

Childhood Rivalry in Bali and New Guinea

Bathing babies in three cultures (1954)

Neorrealismo Italiano

 Roma Cidade Aberta (Roberto Rosselini, ITA, 1945)

Nouvelle Vague Francesa

 Jules e Jim, de François Truffaut (1962)

Cinema Novo

Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha (1964)

Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia). O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.
Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

Jean Rouch

Crônica de um verão (1960)

Jaguar

Eduardo Coutinho

Cabra marcado para Morrer (1984)

Em 1962, o líder da liga Camponesa de Sapé (PB), João Pedro Teixeira, é assassinado por ordem de latifundiários. Um filme sobre sua vida começa a ser rodado em 1964, com a reconstituição ficcional da ação política que levou ao assassinato, e com a produção do CPC da UNE e do Movimento de Cultura Popular de Pernambuco, e direção de Eduardo Coutinho. As filmagens com a participação de camponeses do Engenho Galiléia (PE) e da viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, são interrompidas pelo Golpe Militar em 1964. Dezessete anos depois, em 1981, Eduardo Coutinho retoma o projeto e procura Elizabeth Teixeira e outros participantes do filme interrompido, como o camponês João Virgílio, também atuante em ligas. O tema central passa a ser a história de cada um deles que, estimulados pela filmagem e revendo as imagens do passado, elaboram para a câmera os sentidos de suas experiências. João Virgílio conta a tortura e a prisão que sofreu neste período. Enquanto Elizabeth, que havia mudado de nome e vivia refugiada numa pequena cidade da Bahia com apenas um de seus dez filhos, emerge da clandestinidade e reassume sua identidade. Ela também fala de sua prisão e do rencontro com os filhos, antes dispersos por várias cidades do Brasil, e da tentativa de reconstituir suas vidas.

Boca de Lixo (1992)

Judith e David MacDougall

CONVERSAS COM MACDOUGALL – SÉRIE TRAJETÓRIAS from LISA – Antropologia on Vimeo.

Este vídeo apresenta o trabalho do antropólogo e cineasta David MacDougall. Por meio de seus filmes e falas somos levados a refletir sobre temas como o uso da câmera em pesquisa de campo e a relação com as pessoas filmadas. MacDougall tem desempenhado um papel fundamental no campo da antropologia visual, tendo filmado em Uganda, Austrália, Itália e Índia, entre outros países.

Ficha técnica: NTSC, cor, 27 min, 2007.
Direção, roteiro e pesquisa: Caio Pompéia e Lílian Sagio Cezar
Edição: Caio Pompéia, Lílian Sagio Cezar e Giuliano Ronco
Fotografia: Caio Pompeia, Francisco Simões Paes, Lilian Sagio Cezar, Maíra Santi Buhler
Pós-produção de áudio: André Ferraz
Produção: Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA-USP)
Apoio: FAPESP

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