Monthly Archives: agosto 2015

20/08 – Horizontes do filme etnográfico

Bateson e Mead (1952)

Childhood Rivalry in Bali and New Guinea

Bathing babies in three cultures (1954)

Neorrealismo Italiano

 Roma Cidade Aberta (Roberto Rosselini, ITA, 1945)

Nouvelle Vague Francesa

 Jules e Jim, de François Truffaut (1962)

Cinema Novo

Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha (1964)

Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia). O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.
Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

Jean Rouch

Crônica de um verão (1960)

Jaguar

Eduardo Coutinho

Cabra marcado para Morrer (1984)

Em 1962, o líder da liga Camponesa de Sapé (PB), João Pedro Teixeira, é assassinado por ordem de latifundiários. Um filme sobre sua vida começa a ser rodado em 1964, com a reconstituição ficcional da ação política que levou ao assassinato, e com a produção do CPC da UNE e do Movimento de Cultura Popular de Pernambuco, e direção de Eduardo Coutinho. As filmagens com a participação de camponeses do Engenho Galiléia (PE) e da viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, são interrompidas pelo Golpe Militar em 1964. Dezessete anos depois, em 1981, Eduardo Coutinho retoma o projeto e procura Elizabeth Teixeira e outros participantes do filme interrompido, como o camponês João Virgílio, também atuante em ligas. O tema central passa a ser a história de cada um deles que, estimulados pela filmagem e revendo as imagens do passado, elaboram para a câmera os sentidos de suas experiências. João Virgílio conta a tortura e a prisão que sofreu neste período. Enquanto Elizabeth, que havia mudado de nome e vivia refugiada numa pequena cidade da Bahia com apenas um de seus dez filhos, emerge da clandestinidade e reassume sua identidade. Ela também fala de sua prisão e do rencontro com os filhos, antes dispersos por várias cidades do Brasil, e da tentativa de reconstituir suas vidas.

Boca de Lixo (1992)

Judith e David MacDougall

CONVERSAS COM MACDOUGALL – SÉRIE TRAJETÓRIAS from LISA – Antropologia on Vimeo.

Este vídeo apresenta o trabalho do antropólogo e cineasta David MacDougall. Por meio de seus filmes e falas somos levados a refletir sobre temas como o uso da câmera em pesquisa de campo e a relação com as pessoas filmadas. MacDougall tem desempenhado um papel fundamental no campo da antropologia visual, tendo filmado em Uganda, Austrália, Itália e Índia, entre outros países.

Ficha técnica: NTSC, cor, 27 min, 2007.
Direção, roteiro e pesquisa: Caio Pompéia e Lílian Sagio Cezar
Edição: Caio Pompéia, Lílian Sagio Cezar e Giuliano Ronco
Fotografia: Caio Pompeia, Francisco Simões Paes, Lilian Sagio Cezar, Maíra Santi Buhler
Pós-produção de áudio: André Ferraz
Produção: Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA-USP)
Apoio: FAPESP

Novidades LAPA, para o segundo semestre de 2015

As atividades do Lapa serão retomadas no dia 20 de agosto, às 15h na sala 11 do ICHS. Vamos entrar fundo na questão do cinema antropológico. Para tanto, venham com a leitura feita do livro:

BARBOSA, Andréa; CUNHA, Edgar Teodoro da. Antropologia e Imagem. Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006.

Também quero anunciar que já está no ar o dossiê “Políticas e Poéticas do Audiovisual na contemporaneidade: por uma antropologia do cinema”, com vários artigos da área do cinema em interface com a antropologia. Quem quiser se aprofundar mais teoricamente vale ler:

http://periodicoscientificos.ufmt.br/index.php/aceno/issue/view/198/showToc

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