O corpo no cinema, da tela à plateia: o caso dos festivais de filmes da diversidade sexual e de gênero

Artigo publicado na revista Ñanduty (UFGD), 4 (5), 2016

O artigo aborda algumas das relações entre corpo e cinema a partir da antropologia. Mais especificamente busca-se explorar as duas acepções da expressão “corpo no cinema” que pode abarcar desde como os corpos são construídos e representados nos filmesnanduty, quanto se referir – aproveitando a polifonia da palavra cinema que pode significar tanto a arte audiovisual quanto as salas de exibição – a como os corpos na plateia são afetados pelos filmes e suas representações. Produz-se assim uma antropologia do cinema preocupada com aspectos da multissensorialidade em que os sujeitos estão mergulhados em (e não sobre) ambientes dos quais as produções audiovisuais são parte importante. O campo etnográfico tem sido realizado nos últimos anos em festivais de cinema da diversidade sexual e de gênero, enfocando os filmes, os espectadores, as comunidades locais e transnacionais que tais filmes e festivais ensejam. O corpo, nestes contextos, pode ser tanto um território de produção de discursos, de adesão ou de contestação, na relação com os regimes de poder-saber do Estado-nação, da mídia e da ciência, mas sem dúvida um demarcador de identidades e de produção de sujeitos do contemporâneo, constituídos nas narrativas dos filmes e nos engajamentos das plateias que os colocam em rede.

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Dissertação de mestrado que aborda o crack será defendida na próxima sexta

“Entre ruas, pedras e sujeitos: uma etnografia sobre o Crack por trajetos cuiabanos” é o título da dissertação de mestrado, que será defendida na manhã da próxima sexta-feira, pela acadêmica Susana Sandim Borges, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFMT. A pesquisa, realizada desde 2014, percorreu ruas de Cuiabá em que há consumo de crack, para escutar histórias dos usuários e confrontá-las com o olhar da população em geral e com as ações do Estado voltadas para estas pessoas. A autora também faz um levantamento sobre as políticas nas áreas da saúde e da segurança ligadas ao consumo de substâncias ilícitas e questiona o porquê da manutenção das mesmas, uma vez que se mostram ineficientes, equivocadas e, em muitos casos, moralistas. A defesa da dissertação começa às 9h, no auditório do Museu Rondon.

DEFESA PÚBLICA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Entre ruas, pedras e sujeitos: uma etnografia sobre o Crack por trajetos cuiabanos, de Susana Sandim Borges.

Quando: 16 de setembro de 2016, 9h.

Onde: Auditório do Museu Rondon

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Marcos Aurélio da Silva/UFMT (orientador)

Prof. Dra. Sônia Weidner Maluf/UFSC (membro externo)

Prof. Dr. Moisés Alessandro de Souza Lopes/UFMT (membro interno)

Prof. Dr. Marcio Alessandro Neman do Nascimento/UFMT (suplente)